Veja como ter independência financeira para comprar um imóvel

Veja como ter independência financeira para comprar um imóvel

Conquistar a independência financeira é um sonho comum entre pessoas de diferentes idades, principalmente para as que desejam comprar um imóvel e formar uma família. No entanto, é preciso ter em mente que, além de não precisar da ajuda dos outros, ser independente significa também não viver cheio de dívidas.

Em outras palavras, trata-se de lidar com o dinheiro de forma inteligente, tendo consistência, organização e disciplina. Então, não tem a ver com o quanto se ganha, mas o que é feito com essa quantia recebida.

Para alcançar esse objetivo, é preciso adotar determinados hábitos. Sabendo que essa não é uma tarefa fácil para muitas pessoas, separamos as principais práticas que você deve seguir para atingir a independência financeira. Vamos lá?

Entenda para onde vai o seu dinheiro

O primeiro passo para ter sua independência financeira é compreender, de fato, a dimensão da sua renda e de seus gastos. Para ter uma noção real de sua situação, o ideal é fazer uma planilha bem detalhada, que contenha todas as suas fontes de rendas e despesas, sem exceção.

Analise com atenção em que pontos estão concentrados os desembolsos e em quais deles é possível economizar. Se você não sabe por onde começar, recomendamos a regra da proporção 50 – 15 – 35, que vamos conhecer a seguir.

50% para gastos essenciais

O ideal é guardar no máximo metade da sua renda para os gastos necessários, como contas de água, luz, telefone, internet, supermercado, plano de saúde, entre outras. Mesmo assim, fique atento e observe se há a possibilidade de economizar em alguma delas. Por exemplo: se o seu celular é pós-pago, reflita se o plano utilizado é realmente necessário. Afinal, muitas vezes não chegamos a utilizar todos os seus benefícios e um pacote mais simples (e com preço melhor) atenderia perfeitamente às suas necessidades.

15% para prioridades financeiras

Há duas formas de definir suas prioridades financeiras e isso depende de como está sua situação atual. Se você tem algumas dívidas, talvez seja necessário reservar mais do que 15% da sua renda para resolver essas pendências. Contudo, terá que comprometer uma quantia dos gastos essenciais ou com qualidade de vida.

Se esse é o seu caso, comece o pagamento pelas dívidas com juros maiores, como o cartão de crédito. Mas caso não esteja em uma situação assim, separe essa porcentagem para investir (como veremos adiante) ou para fazer uma reserva de emergência.

35% para o estilo de vida

Economizar e planejar não significa que você não terá qualquer diversão. Afinal, também é importante investir em sua qualidade de vida. Então, utilize cerca de 35% do que você ganha para lazeres como jantar fora, viajar, comprar roupas novas ou o que for fazer você feliz.

Porém, entenda que essas despesas não são essenciais e podem ser cortadas em períodos de necessidade. Compreenda, ainda, que elas devem vir depois dos gastos essenciais e das prioridades financeiras.

Defina metas

Saber aonde quer chegar é fundamental para focar seus esforços na direção adequada. Então, reflita sobre seus sonhos e planos e, a partir deles, estabeleça uma meta a ser atingida. Comece pelos de curto e médio prazos — como são mais fáceis de se atingir, ajudam você a se manter motivado para continuar com os novos hábitos financeiros.

Já sabe em qual lugar você pretende passar as próximas férias? Que modelo de carro gostaria de comprar? Quer reformar a casa? Talvez mudar a decoração? Ou, ainda, conseguir economizar uma determinada quantia para ter uma boa carteira de investimento? Cada conquista dará mais ânimo para você obter sua independência financeira.

Invista mensalmente

Não importa o quanto você consegue guardar, o essencial é manter a disciplina para reservar uma quantia mensalmente e investir. Você se lembra da regrinha de guardar 15% para isso? Logo, verá seu dinheiro acumular e terá outra fonte de renda — ou seja, deixá-lo trabalhar por você.

Quando falamos em investir, muitas pessoas pensam na poupança. No entanto, há outros tipos de investimentos bastante seguros e que rendem mais. Nesse cenário, vale ressaltar que não há uma regra que defina qual é o melhor. É preciso pesquisar e analisar o que mais se aproxima de seu perfil e objetivos.

Se as suas reservas forem o suficiente, considere investir no mercado imobiliário. É uma modalidade bastante segura, com grande retorno financeiro — principalmente nesse momento em que voltou a crescer.

Não deixe suas economias paradas

Há algumas décadas, era comum guardar dinheiro debaixo do colchão ou simplesmente deixá-lo sem movimentação na conta corrente. Mas como vimos, o ideal é sempre aplicar uma parcela da sua renda. Se o valor ainda não é o suficiente para fazer o investimento desejado, não deixe a economia parada no banco.

Muitas pessoas, ao consultarem o extrato bancário, têm a sensação de que estão no caminho certo por ver o dinheiro disponível ali. Às vezes, acabam por gastar o que deveria ser investido — afinal, conseguiram uma folga no salário, não é mesmo? Porém, o perigo se encontra nesse ponto.

O ideal é definir um valor fixo e aplicar, prática que você pode ver como um compromisso e, é claro, segui-la com disciplina. Lembre-se: os gastos necessários e sua reserva financeira vêm em primeiro lugar. Somente depois disso é que você pode gastar com supérfluos.

Tenha o hábito de pesquisa

Pesquisar sempre os preços e as condições de pagamento de determinado produto é outra forma de economizar. Afinal, quem compra por impulso costuma desembolsar mais de seu orçamento. Antes de fazer uma compra, pense na real necessidade. Se realmente for imprescindível, pesquise em vários lugares e analise as condições de pagamento. Nesse caso, evite parcelar ou pagar com cartão de crédito, deixando essa prática somente para quando for inevitável.

Porém, se for algo que pode aguardar alguns dias ou semanas, junte dinheiro até que seja possível pagar à vista. Desse modo, você pode encontrar as melhores ofertas e até negociar um bom desconto com o vendedor.

Portanto, a independência financeira é algo que se conquista de maneira gradual — e qualquer pessoa pode alcançá-la. Para isso, é fundamental seguir as dicas que apresentamos e manter essas práticas sempre em sua rotina. Com bons hábitos, verá seu dinheiro trabalhar por você e ainda terá um valor suficiente para fazer suas próprias escolhas — e, quem sabe, finalmente conquistar seus sonhos, como aquele apartamento no bairro que você sempre quis morar com sua família!

Agora que você já sabe como se tornar independente financeiramente, que tal compartilhar este post em suas redes sociais? Dessa maneira, seus amigos também ficarão por dentro das dicas!

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