Ela não para nunca!

Uma grande empresa também é feita de pessoas inquietas, persistentes, que estão sempre à frente, buscando inovações. Assim é Roberta Bigucci, diretora administrativa da MBigucci


Advogada, arquiteta e urbanista, pós-graduada em Administração Financeira, isso só para falar na formação acadêmica, mas ela também já foi professora de ballet, monitora de acampamento, era fera no vôlei, natação e na ginástica olímpica e palhaça remunerada.

Hoje, é palhaça voluntária e coordenadora do Programa Big Riso, faz ballet há 40 anos, é diretora da MBigucci, palestrante na área de sustentabilidade e coordena vários grupos no Secovi como o de Novos Empreendedores, o de Projetos Especiais, e é integrante da Vice-Presidência de Sustentabilidade. Ufa! Mas ainda não acabou: também é mãe de quatro “fofos” e esposa. “Sobra tempo, viu? Pois adoro comer e dormir”, esnoba Roberta.

“Sempre fui inquieta e fiz várias coisas ao mesmo tempo. Comecei a trabalhar oficialmente na MBigucci dia 2 de maio de 1986,  sem deixar os estudos, é claro. Aos sábados dava aulas de ballet e nas férias de janeiro e julho também era monitora de acampamento. Além disso eu me vestia de palhaço para ganhar uns trocados em festas de aniversários e festas de empresas”, conta a diretora, que completa 28 anos de MBigucci agora em 2014.

E não pense que porque Roberta era filha do dono da empresa, tinha folga. Ela lembra que, assim como os irmãos, que também começaram cedo na MBigucci, tinha que dar o exemplo, não podia chegar mais tarde e nem sair mais cedo. Mas, de vez em quando… “Depois que me casei, às vezes saía de casa atrasada, e eu rezava para chegar no escritório e não ver o carro do meu pai, assim sabia que ele não estava e eu não levaria bronca” (risos).

Antes de ser diretora, Roberta trabalhou em todos os departamentos da MBigucci, “somente assim pude conhecer as dificuldades de cada área para hoje poder opinar com mais clareza sobre todos os assuntos da empresa”, explica.

A vasta experiência profissional, também acrescentou na bagagem pessoal da diretora, que, assim como a família Bigucci, prega os valores da ética, transparência e honestidade. “A verdade acima de tudo. Mesmo que ela não seja boa ou o que se queira ouvir: a verdade é sempre a melhor resposta. Por isso não admito que ninguém fale mal da nossa empresa e nem tente maltratar as minhas meninas (colaboradoras), defendo todas como uma leoa”, afirma.

Dentro da MBigucci, a inquietude da Roberta é sinônimo de inovação. Não é à toa que ela é responsável pela implantação de várias ações pioneiras da construtora como a ISO 9000 (qualidade), a ISO 14000 (gestão ambiental), correspondente negocial da Caixa, parceria com o Banco do Brasil para financiar pelo “Minha Casa, Minha Vida”, além de várias ações de RH para qualificação e valorização dos colaboradores. Ela também é a única mulher entre os seis diretores homens. “A MBigucci cresceu bastante é uma empresa sólida e responsável. Sempre com os pés no chão, nunca fizemos loucuras. Se prometemos, vamos cumprir, me orgulho muito disso”, afirma.

Tempo livre? Ela ainda insiste em afirmar que tem, mas o preenche rapidinho: “gosto de ir ao cinema, tento ir pelo menos uma vez por semana. Comecei também a correr, só preferia não acordar às 6 da manhã para fazer isso, mas… e gosto também de viajar, afinal, quem não gosta não é?

Fazer o bem, uma paixão
Roberta Bigucci é a idealizadora do Big Riso, Programa de Responsabilidade Social da MBigucci onde colaboradores voluntários se vestem de palhaços e vão a hospitais públicos visitar crianças com câncer.  “É uma paixão que estava escrito nas estrelas e simplesmente aconteceu. Numa brincadeira de adolescente eu comecei a fazer festas infantis e chamava todos os meus amigos comigo, então, se você foi meu amigo naquela época, certamente foi palhaço (risos). Depois, como eu raramente digo não, e sempre acho que tudo é possível desde que a gente queira de verdade, as festas voluntárias apareceram e a “Turma do Pirulito” se transformou no Big Riso. As festinhas remuneradas ficaram para trás, mas a paixão pelas crianças jamais, não é a toa que eu tenho quatro filhos.
Hoje, quando vejo que aquela brincadeira se transformou nesse programa que eu amo, eu me emociono. Deus sabe o que faz, e sempre colocou ao meu lado pessoas que me apoiaram em todas as minhas maluquices. Agradeço sempre por ter tido pessoas como a Mônica Elaine (Depto de Cobrança) de e a Cecília (Depto. Engenharia) que me apoiaram desde a primeira conversa sobre o Big Riso até irem na primeira visita. Hoje, mesmo não podendo mais ir como gostariam, eu sei que elas torcem muito para que o Big Riso dure muitos anos, assim como todos que passam ou passaram por ele.

Na Rússia
Em 2008 Roberta viajou para a Rússia, a convite do dr. Hunter Patch Adams, precursor da humanização em hospitais e que inspirou o filme: “Patch Adams, o amor é contagioso”. Na Rússia, Roberta visitou mais de 20 entidades entre hospitais e orfanatos, constatando que o amor se dá com gestos e não com palavras.

 

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