ALZHEIMER

Conheça os sintomas dessa doença degenerativa que já atinge cerca de 1,2 milhões de brasileiros

Ainda sem uma cura encontrada, a Doença de Alzheimer acomete prioritariamente idosos. A perda de memória é o principal sintoma desta enfermidade, que muitas vezes chega despercebida e pode ser confundida com “caduquice” por atingir na maioria das vezes pessoas com mais de 60 anos. Para se ter uma ideia do avanço da doença, só no Brasil, a ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer) estima cerca de 1,2 milhões de casos.

O Alzheimer se manifesta em um dos órgãos mais complexos do corpo humano: o cérebro, que com seus mais de 80 bilhões de neurônios é capaz de coordenar nossos sentidos, funções sensoriais, experiências emocionais e atividades de todos os outros órgãos. Com o passar do tempo, a doença se apresenta como demência, causando a morte de células cerebrais e afetando funções cognitivas (memória, atenção, linguagem e orientação).

“Como o diagnóstico de Alzheimer se dá em idosos, muitas pessoas acham que se trata de um esquecimento comum. É preciso ficar atento quando a pessoa começa a perder memória com mais frequência e apresenta dificuldade em guardar novas informações”, explica o neurologista Márcio Luiz Figueredo Balthazar, coordenador do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia.

Segundo o neurologista, um diagnóstico precoce pode garantir melhor qualidade de vida ao paciente. “Observar esses primeiros sintomas é importante para dar início ao tratamento. Ainda não há cura, mas já existem remédios que conseguem retardar o desenvolvimento da doença”, explica Balthazar. Lidar com os sintomas do Alzheimer e aceitar uma nova rotina cheia de limitações pode levar o paciente à total desmotivação. Além do acompanhamento médico, a estimulação social é essencial durante o tratamento. “Acho importante que familiares e amigos ajudem a pessoa a se manter ativa, estimulando hábitos que ela costumava gostar. A doença pode limitar ações simples como manusear um talher, e isso deixa o paciente mais apático, sem motivação”, afirma o neurologista.

Estágios
Com uma piora progressiva dos sintomas, a evolução do Alzheimer pode ser dividida em três estágios:

Inicial – A pessoa pode: esquecer coisas que acabaram de acontecer, confundir hora ou dias da semana, mudança repentina de humor, ficar perdida em lugares familiares e também apresentar perda de interesse por hobbies. Geralmente esses sintomas passam despercebidos, confundidos com o processo normal de envelhecimento.

Intermediário – Nesta fase, as limitações da doença são mais graves. Entre as dificuldades que surgem na rotina estão: incapacidade de cozinhar, limpar ou fazer compras. Aumenta a dependência de um membro familiar ou cuidador. A dificuldade com a fala avança. Há esquecimento de nomes e eventos recentes, repetição de perguntas, distúrbios de sono, facilidade em se perder dentro e fora de casa, alucinações e mudanças repentinas de comportamento.

Avançado – A dependência total é uma das características marcantes neste estágio. Além não lembrar fatos recentes, a pessoa também não consegue recuperar informações antigas, podendo não reconhecer parentes, amigos e locais conhecidos. Com as funções motoras afetadas pelo Alzheimer, o paciente pode ter dificuldade em se alimentar e andar. Outros sintomas agravantes nesta fase são: incontinência urinária, desorientação e incapacidade de comunicação. Ainda que os sintomas sejam percebidos, apenas um médico pode diagnosticar o Alzheimer e indicar o tratamento mais adequado

*A ABRAZ alerta que esta divisão tem caráter didático. Vale lembrar que, muitas vezes, esses sintomas podem aparecer em diferentes fases e até mesmo se mesclar em um período.

Exercitando o cérebro!
Você sabia que dá para melhorar o raciocínio lógico, a concentração e a memória com uma ginástica cerebral? É isso mesmo! Com exercícios mentais é possível favorecer a produção dos neurotransmissores e aprimorar as conexões entre as células nervosas.

Mas, não pense que isso é só para idosos. Estudantes que vão prestar vestibular, pessoas que fazem concursos públicos e muitos profissionais já estão se beneficiando da ginástica cerebral .

Confira alguns aplicativos que podem ajudar nesse desafio
(Disponíveis para IOS e Android)

Lumosity – Criado por cientistas e designers combina mais de 25 jogos cognitivos com objetivo de melhorar a atenção e a memória. O aplicativo tem mais de 70 milhões de usuários no mundo todo!

Little Things Forever – Não consegue se concentrar muito bem? Este aplicativo propõe estímulo de foco e atenção com um jogo simples: encontrar detalhes nos cenários. O tempo que você leva para realizar as atividades também influência na pontuação!

Peak – Focado apenas na melhora da memória, o game dá intervalos diferentes para o jogador memorizar informações. Números, frases e verbetes são utilizados na memorização.

Dica de filme: Para Sempre Alice
A doença de Alzheimer precoce (antes dos 60 anos) não é tão comum, atinge apenas cerca de 5% dos pacientes, mas costuma ser mais intensa quando surge. É o que retrata o filme “Para Sempre Alice”, que rendeu o Oscar à atriz americana Julianne Moore, que interpreta Alice, uma renomada professora universitária de linguística que é diagnosticada com Alzheimer aos 50 anos. O filme revela com emoção e realidade a alteração de toda rotina familiar com a doença.

*matéria publicada na revista MBigucci News